De um dos maiores poetas que a humanidade teve a sorte de produzir até à presente data: - O brasileiro Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31/10/1902 - Rio de Janeiro, 17/08/1987), aqui vai uma
Receita de Ano Novo
"a alta e livre terra dos pastores, dos contrabandistas e das urzes" Miguel Torga


A ideia foi acolhida com alegria, e todos os cães adormeceram com os olhos cheios de estrelas.
Tradução livre da história de 17 de Dezembro das 365 Histoires d’animaux – Éditions Hemma – Belgique (autoria colectiva).

No Jornal Regional.com foi publicada em 04/12/2007 esta notícia que tem a sua fonte na “Voz de Melgaço”, que como se sabe é um Jornal Local conhecido por não ser nada parcial, nem politicamente comprometido!
Desta notícia publico aqui o seguinte extracto:
«Foi também dito ao Sr. Director que isto não surgiu espontaneamente, pois este novo movimento de agrupamento é regenerador e traduz-se, não numa estrutura marginal minimalista e elitista, mas sim em quatro estruturas genuínas bem definidas. Pois estas são fruto de uma tomada de consciência mais alargada, do interior da população Castreja, que viu a necessidade de voltarem os olhos e as atenções empenhadas, para a sua terra e as suas raízes e para os enormes prejuízos que nos têm vindo a ser provocados pelos impreparados, pelos incompetentes e mal formados, e não esquecendo algum dos muitos interesses ilegítimos externos, que nem sequer respeitam a memória das suas próprias raízes».
Ora, assumindo que o que se diz neste extracto, corresponde ao que foi dito na reunião em causa, gostaria de saber se o caro conterrâneo que proferiu estas afirmações tem consciência de que não falou em nome de todos os compartes Castrejos! Pelo menos em meu nome não falou! E embora eu não seja comparte porque não sendo morador em Castro, não me encaixo na definição de comparte prevista no n.º 3 do art. 1.º da Lei n.º 68/93, de 4 de Setembro, a minha família é-o tanto como o caro conterrâneo que proferiu tais afirmações! Isto no pressuposto que o caro conterrâneo é, legal e efectivamente, morador em Castro, porque se não o for é tão comparte como eu!
De qualquer forma, saiba o caro conterrâneo (que suponho seja um dos representantes dos Conselhos Directivos das associações de Baldios recentemente constituídos) que pelo menos eu e a minha família:
Em suma, gostaria que o caro conterrâneo ficasse a saber que, embora a ele lhe possa ter parecido, na sua inconsciente ou consciente sobrançaria, que falou e fala em nome de todos os compartes castrejos, não o fez, nem o faz, nem nunca o fará, porque não tem legitimidade para isso e, mesmo que a tivesse, em meu nome e no da minha família não falou, nem fala, nem falará, isso garanto-lhe eu!
A ATA classificou Castro Laboreiro como “Aldeia de Portugal”.E os seus objectivos gerais são:
- Potenciação do Turismo no espaço Rural e aumento das actuais taxas de ocupação.
- Fixação e rejuvenescimento das populações rurais.
- Valorização e intercâmbio cultural.
- Recuperação e promoção do Património Cultural Local.
- Criação de um complemento à economia familiar.
- Criação de uma rede europeia de alojamento em Turismo de Aldeia.
Por fim importa saber que «As Aldeias de Portugal constituem a rede nacional de aldeias rurais singulares insinuadas em paisagens idílicas, preservando um passado de tradições expresso no seu edificado, nas suas gentes, cultura, usos e costumes, que por sua vez integram a rede europeia Aldeias de Tradição/Villages of Tradition, definida pelos mesmos princípios».
in: http://www.aldeiasdeportugal.com.pt/main.php
Se querem a minha opinião, o futuro das terras economicamente deprimidas e demograficamente desertificadas, como Castro Laboreiro, passa por projectos desta natureza que potenciam o turismo de qualidade e simultaneamente estimulam a protecção do património e não por investimentos descaracterizadores da paisagem e do ambiente natural, tais como Barragens, Eólicas e quejandos. Mas esta é somente a minha modesta opinião.

Afonso Henriques
Afonso VII de LeãoFurioso com o primo irrequieto, o Imperador ordena a invasão do Minho e consequentemente, o Castelo de Laboreiro (de capital importância estratégica por se situar entre os vales dos dois rios, dominando os, então, chamados Montes de Laboreiro) é tomado pelos Leoneses capitaneadas provavelmente pelo Conde Galego Fernando Anes (Enes), Alcaide de Allariz.

Afonso Henriques, com aquela inquebrantável energia e visão estratégica que o haveriam de tornar num dos mais temidos senhores da guerra Europeus do Séc XII, não se fica! E, provavelmente, em 1140, cercou e retomou o Castelo de Laboreiro devolvendo-o ao domínio do, então e apenas auto-proclamado, Reino de Portugal.

Em Castro Laboreiro, o “Renque” é um sítio informal, onde costumeiramente os Castrejos se encontram (se alinham!) nos seus momentos de ócio ou a caminho dos seus afazeres quotidianos e, prazenteiramente, se demoram a pôr as novidades em dia, falando do tempo, da agricultura ou de qualquer outra novidade mundana que os traga intrigados. Embora com conotações bem mais modestas, é algo assim como o “Largo” dos alentejanos tão bem descrito e caracterizado por Manuel da Fonseca na sua obra intitulada o “Fogo e as Cinzas”.
Eis aqui esta preciosa fotografia onde se vê Castrejos autênticos num Renque autêntico:
(Este vídeo foi colocado no Video Goggle, em 21/11/2006, por autor não identificado)