05/12/07

Em meu nome NÃO!

No Jornal Regional.com foi publicada em 04/12/2007 esta notícia que tem a sua fonte na “Voz de Melgaço”, que como se sabe é um Jornal Local conhecido por não ser nada parcial, nem politicamente comprometido!

Desta notícia publico aqui o seguinte extracto:

«Foi também dito ao Sr. Director que isto não surgiu espontaneamente, pois este novo movimento de agrupamento é regenerador e traduz-se, não numa estrutura marginal minimalista e elitista, mas sim em quatro estruturas genuínas bem definidas. Pois estas são fruto de uma tomada de consciência mais alargada, do interior da população Castreja, que viu a necessidade de voltarem os olhos e as atenções empenhadas, para a sua terra e as suas raízes e para os enormes prejuízos que nos têm vindo a ser provocados pelos impreparados, pelos incompetentes e mal formados, e não esquecendo algum dos muitos interesses ilegítimos externos, que nem sequer respeitam a memória das suas próprias raízes».

Ora, assumindo que o que se diz neste extracto, corresponde ao que foi dito na reunião em causa, gostaria de saber se o caro conterrâneo que proferiu estas afirmações tem consciência de que não falou em nome de todos os compartes Castrejos! Pelo menos em meu nome não falou! E embora eu não seja comparte porque não sendo morador em Castro, não me encaixo na definição de comparte prevista no n.º 3 do art. 1.º da Lei n.º 68/93, de 4 de Setembro, a minha família é-o tanto como o caro conterrâneo que proferiu tais afirmações! Isto no pressuposto que o caro conterrâneo é, legal e efectivamente, morador em Castro, porque se não o for é tão comparte como eu!

De qualquer forma, saiba o caro conterrâneo (que suponho seja um dos representantes dos Conselhos Directivos das associações de Baldios recentemente constituídos) que pelo menos eu e a minha família:

  • Não nos inserimos nessa “tomada de consciência mais alargada do interior da população castreja que viu a necessidade de voltarem os olhos e as atenções empenhadas para a nossa terra e para a sua terra e para as suas raízes”. O caro conterrâneo e os que ele representa é que têm andado distraídos ou mal informados, pois há gerações e gerações de castrejos que voltaram e continuam a voltar olhos e as atenções empenhadas para a nossa terra e para as suas raízes.
  • Não nos sentimos prejudicados pela Administração de Baldios que anteriormente geriu todos os baldios das freguesias.
  • Não somos malcriados, insolentes e arrogantes ao ponto de insultar os castrejos que pertenceram à anterior Administração dos Baldios (alguns já falecidos), chamando-lhe impreparados, incompetentes e mal formados. Pelo contrário, temos por eles e por todos os castrejos (até prova em contrário) a máxima estima e consideração e sentimos gratidão pelo trabalho que desenvolveram tanto nessas como noutras funções com interesse para a freguesia.
  • Não sabemos a que interesses ilegítimos externos se referiu! Quererá o caro conterrâneo concretizar e objectivar?

Em suma, gostaria que o caro conterrâneo ficasse a saber que, embora a ele lhe possa ter parecido, na sua inconsciente ou consciente sobrançaria, que falou e fala em nome de todos os compartes castrejos, não o fez, nem o faz, nem nunca o fará, porque não tem legitimidade para isso e, mesmo que a tivesse, em meu nome e no da minha família não falou, nem fala, nem falará, isso garanto-lhe eu!

11 comentários:

fotógrafa disse...

Só passei para desejar um bom fim de semana.
Um abraço

Anónimo disse...

amigo,

Assisti à acção de formação da ACEB (normalmente são bem pagas às entidades formadoras), em forma de seminário, subordinado ao tema “ revitalização do mundo rural”.
De concreto e prático nada se disse. Apesar de alguma informação, muita parra e pouca uva.
O artigo que também li, assinado pelo senhor Daniel Alves de Portelinha, Castro Laboreiro e outro senhor que agora não recordo o nome, centra-se nos “impreparados, …, incompetentes e mal formados…”, que eleitos nas últimas décadas democraticamente pelo povo têm sido inimigos do mesmo.
Sobre os assuntos tratados na formação, de importante o artigo não diz nada. O autor teve a sua atenção virada para outras matérias.O conteúdo do artigo nada tem a ver com o titulo.
Por tudo isto, concluo que o referido artigo, assinado pelo senhor Daniel Alves nada tem de formativo ou informativo, trata-se somente de uma visão muito pessoal da formação ministrada.
Alguns dos presentes, vindos de bem longe, e que nada perceberam deste arrozada, pensavam que o almoço era de borla.
PS. Essa de o jornal referido ser independente não é séria.

Bom natal

Bocanegra disse...

Fotógrafa,

Obrigado por teres passado por cá.

Boa semana para ti.

Bocanegra disse...

Amigo anónimo,

Obrigado pelo teu testemunho.

É claro que a referência à imparcialidade e aodescompremetimento politíco do Jornal em causa é irónica!

Abraços

Castrejo disse...

Contrariamente a si e a sua familia, eu e a minha familia concordamos com o que foi escrito no artigo, e como nós muitas familias em Castro, caso contrario, não se teriam desenrolado os acontecimentos que se tem vindo a desenrolar. Respeito a sua opinião, e como em relação a minha, tambem deve ter apoiantes. Que se debatam ideias, pois em ambos os lados existem pessoas que se debatem pelo que pensam ser o melhor para Castro, que não o fazem só por interesse. E juntos podem chegar a um entendimento.

Um abraço.

P.S.: Acho muito estranho que alguem que se identifica como anónimo venha aqui identificar um dos autores do artigo, não identificando o outro, é a 2a vez que reparo, fez o mesmo em outro blog, e faz questão de dar a morada. Qualquer pessoa que ler o artigo fica a saber que o escreveu, não fízeram questão de se esconder,ao contrario de si.

O TEMÍVEL CORSO disse...

Bocanegra,

Tal como numa altura tive ocasião de dizer ao meu amigo Óbelix o "Gaulês":

"És susceptível. Agradas-me meu pequeno"

Estou ao teu lado contra os soezes "Eolicanos" que se disfarçam cobardemente de altruístas gestores de Baldios.

Ass: O TEMÍVEL CORSO

Bocanegra disse...

Castrejo,

Se quem escreveu o artigo no Jornal se identificou qual é o drama de o nome ser revelado aqui?

Não percebo!

Bocanegra disse...

Temível Corso,

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!

Li esse! É o ASTÉRIX NA CORSEGA e é um dos melhores.

Abraços

Bocanegra disse...

Hoje de manhã, pelas 9:50h, um visitante deste Blog identificado como E. deixou um comentário a este "post".

Ora, quando fui moderar os comentários, apaguei inadevertidamente este comentário, motivo pelo qual peço ao E. que o envie de novo, isto porque embora sendo um comentário que defende uma opinião contrária à minha, este é um Blog pluralístico e democrático onde cabem as opiniões de todos, excepto a dos malcriados que se limitam a usar o insulto como arma de arremesso, o que não é o caso do E., pois o seu comentário (que apaguei) é perfeitamente civilizado.

Por isso E. peço-te o favor de mandares o comentário de novo.

Obrigado

Bocanegra disse...

Felizmente já consegui recuperar o comentário do E.

Aqui vai:

E. deixou um novo comentário na sua mensagem "Em meu nome NÃO!":

Li o artigo em questão, e penso que o objectivo dos autores não será falar por todos os castrejos. Deram a sua opinião sobre um tema que está a ser o centro de muitas conversas em Castro, e posso afirmar, que muitos castrejos concordam com os autores do artigo.
Fiquei algo intrigada com o comentário deixado pelo "anónimo". Qual a necessidade de uma identificação tão completa (morada e tudo) de um dos autores do artigo? e o outro?

Fiquem bem...

Publicada por E. em Longe de Castro Laboreiro a 11 de Dezembro de 2007 9:50

Anónimo disse...

Só agora me apercebi de ter provocado alguma confusão com o meu post, no entanto agora com o jornal por perto, copio na íntegra o nome dos autores do artigo: Daniel Alves e Hélder de Carvalho. O senhor Carvalho não deve ser de Castro olhando ao apelido (é?), apesar de dar a impressão de dominar com profundidade os assuntos versados. É possível que seja português.
Se havia alguma dúvida, quero deixar aqui bem claro que enquanto homens são dignos e tem todo o meu respeito. Não insulto ninguém e respeito toda a gente.
Em relação ao artigo digo que é caceteiro, maldoso e de nível baixíssimo.
O autor principal do artigo, pelo que vi na formação e pela assinatura no jornal é líder e exige que o considerem como tal, por isso tem de ter as costinhas bem largas e aguentar como um homem. Escrever em jornais, en nome das pessoas e principalmente sobre as pessoas da sua terra deve ser um acto digno, independentemente das ideias.
Os Castrejos sempre tiveram fama de ser unidos e de resolver os assuntos entre eles. Este artigo é um hino ao período mais negro alguma vez imaginado. A imagem que este artigo transmitiu para o exterior é magnífica.
DIVIDIR PARA REINAR, parece ser o lema, o resto não interessa.

Boas festas