20/05/11
A vida que nos deixou.
13/10/09
A cajata e a corneta
O que me trás surpreendido é um boato que me chegou aos ouvidos e que se traduz no facto de, após a contagem dos votos, o cabeça de lista para a Junta/Assembleia de Freguesia pelo Partido Social Democrata, ter utilizado uma cajata para agredir ou tentar agredir um apoiante da lista do Partido Socialista que celebrava a vitória do seu Partido tocando corneta!
Digo desde já que não acredito em tal boato! Não é possível que o dito candidato do Partido Social Democrata, pessoa conhecida e reconhecida em Castro Laboreiro, tenha assumido, entre Castrejos, tão reles atitude! É que ameaçar, agredir ou tentar agredir com um pau (cajata) uma pessoa que está a tocar corneta e que por isso mesmo, para se defender, só possui tão ineficaz instrumento, é matéria lírico-romanesca que até pode dar para contos "a la Aquilino Ribeiro", mas que, a verificar-se, tal como aparentemente aconteceu, não passa de uma atitude da mais baixa e soez cobardia!
Sem me querer armar em moralista, coisa que nunca fui e dificilmente virei a ser, sempre direi que aquilo que distingue um DEMOCRATA de um GRUNHO é a capacidade de aceitar e assumir a derrota.
03/07/09
Hard Jackson,
No meio de tanta algazarra, só faltou mesmo (olha a modéstia!) a minha homenagem ao falecido Michael Jackson! É devida tal homenagem, sem dúvida! É tão devida ao dito artista, como o é a todos os seres humanos que, de uma forma real ou virtual, se têm vindo a cruzar comigo neste sinuoso e deslumbrante mistério a que chamo "a minha vida".
Já o disse aqui: - "Todos morremos um pouco quando morre alguém que nos fez sentir felizes"! E penso ser mesmo assim! Mais! Conforme vou entrando na crise da "meia idade" cada vez mais pressinto, e sinto, o inapreciável valor da vida de todos aqueles que, de uma forma ou de outra me rodeiam! É por isso, que embora não aprecie grandemente a música do "rei da pop" aqui faço questão de o homenagear!
Congruente com os meus gostos musicais, escolhi esta versão do "Billie Jean" interpretada por uma das mais fascinantes vozes da actualidade e que descende espiritualmente dos anos 70: - Chris Cornell, vocalista e mentor dos Soundgarden, por muitos considerados os "pontas de lança" do movimento "grunge"; posteriormente, criador e vocalista, dos Audioslave e actualmente, tanto quanto sei, um freelancer.
Pois então aqui vai, para vosso proveito.
29/06/09
O resultado da sondagem
Foram 28 os visitantes deste modesto Blog que se dignaram a votar em tal sondagem, aos quais desde já agradeço. Destes, 19, ou seja 67%, votaram "Sim", ou seja a favor da dita elevação; 6, ou seja 21% votaram "Não", e 3, ou seja 10%, votaram no "Tanto me faz".
Bom, perante este resultados, só se me oferece dizer que, se a posição dos que votaram "Tanto me faz" ainda dá para entender, visto que, tal elevação, em termos muito realistas e até onde é possível antever, não parece que venha a trazer muitos ou significativos benefícios para a Freguesia, já a ideia dos que votaram "Não" é mais díficil de perscrutar! É que se, tal como já se disse, as perspectivas de a terra vir beneficiar com tal elevação não são muito expressivas, o que é certo que a aquisição do tal estatuto de "Vila" em nada pode prejudicar tanto a "Bila" como a restante freguesia! E se é assim, o que é que pode justificar o voto no "Não"? Só se for por "carrassismo", ou pilhéria! Non?
19/06/09
A "Bila" já é Vila

Por isso, meus caros amigos, quem ainda não conhece tão ilustre, antiga e agora renovada Vila do Reino de Portugal e agora da República Portuguesa, tem aqui um belíssimo pretexto para o fazer. Serão, como sempre, muito benvindos.
27/05/09
Visca el Barça!

28/04/09
A erecção da "Bila"
Que dizer desta generosa e galvanizante proposta dos deputados do Partido Socialista e dos seus fundamentos?
Dando vazão àquele sentimento tão intrinsecamente Castrejo que se traduz em logo dizer mal de toda e qualquer iniciativa pública ou privada, importa dizer que o dito Projecto de Lei enferma da utilização indevida de uma figura de estilo, tecnicamente designada por metonímia ou, mais precisamente, por uma variante da metonímia designada por sinédoque. Isto porque, tal como é habitual acontecer em muitas outras situações, os autores do Projecto de Lei confundem a parte com o todo, melhor dito, confundem o Lugar (Aldeia) da "Bila" com o todo que é Castro Laboreiro. Pois! É que Castro Laboreiro é composto por 41 lugares para além da "Bila" e por isso dificilmente se poderá ereger ou elevar Castro Laboreiro a Vila!
Confusos? Não há motivos para isso! Eu, aqui dos píncaros da minha curta ciência, vou tentar explicar melhor: - O antiquíssimo topónimo "Castro Laboreiro", cuja origem não é pacífica (existem, tanto quanto sei, pelo menos 3 teorias para o explicar) é, nos dias de hoje, e primeiro que tudo, uma designação administrativa e por isso mesmo territorial, ou seja, o mencionado topónimo designa, desde logo, uma Freguesia (até 1855, um Concelho) e por essa via um território cujas fronteiras estão delimitadas desde a Baixa Idade Média; por outro lado o topónimo encontra-se historicamente associado ao principal aglomerado populacional do território que também foi a sede do antigo concelho, ou seja ao lugar, ou melhor dito, à Aldeia da Vila ou "Bila" como por aqui se diz, sendo que por isso se chama à dita Aldeia, a Vila de Castro laboreiro. Ora, os bem intencionados deputados misturam flagrantemente as duas coisas uma vez que o que pretendem é elevar à dignidade de Vila, não já Castro Laboreiro mas antes e tão só a antiga Vila, ou "Bila", de Castro Laboreiro.
À parte estes pormenores estilísticos que têm o valor que têm, mas que denotam um certo desconhecimento de causa, o que se me oferece dizer é que o tal Projecto-Lei, a materializar-se numa Lei da Assembleia da República (coisa que ainda falta ver, pois que, pelo que parece, no caso da Vila de Castro Laboreiro não se verificam todas as condições legais de que a Lei n.º 11/82 faz depender a elevação das Aldeias em Vilas) será tão só a consagração simbólica de uma realidade sobejamente imbricada no inconsciente colectivo dos Castrejos, pois para estes a "Bila" nunca deixou de ser uma Vila, motivo pelo qual e como é óbvio, nunca a Aldeia em questão mereceu outra designação, passe a redundância, que não fosse a de "Bila".
Os efeitos práticos e úteis desta preconizada "elevação" não serão contudo despeciendos, uma vez que qualquer focalização ou refocalização mediática, que haverá de vir no caso da "elevação" se concretizar, será sempre útil para uma terra cuja a economia se sustenta cada vez mais e quase exclusivamente no turismo, motivo pelo qual é devida gratidão aos Deputados que avançaram com este Projecto de Lei.
Questão diferente e que gostaria de colocar aos Deputados não só do PS mas de todos os outros Grupos Parlamentares é a questão da manutenção da Freguesia de Castro Laboreiro numa futura reforma administrativa do estado que, diga-se, por ser matéria melindrosa, tem vindo a ser permanentemente adiada, mas que por certo irá ser levada a cabo nos próximos anos. É que no pior dos cenários poderemos vir a ficar com uma Vila mas sem uma Freguesia. Mas isso são contas de outro rosário...
27/03/09
A casa que ardeu na primavera
Busco e rebusco, no alforge das nossas vidas, as palavras da nossa infinita e inconsequente tristeza. Mas paro por aí! Aquele velho pudor tão castrejo, aquela singela e tão lapidada nobreza de sentimentos, legada por gerações e gerações de mulheres e homens que fizeram desta terra áspera o seu berço, não deixam, felizmente, que me desdobre em banais e risíveis lamúrias poéticas.
Há, contudo, uma casa que ardeu na primavera. Uma casa de uma nossa "bezinha" das Coriscadas! Uma "bezinha" que não é uma "bezinha" qualquer! É uma respeitada e querida senhora, melhor dito na nossa fala: -uma "Tia", com mais de 70 anos plenos de uma esforçada e sofrida vida.
O que sentirá uma mulher (viúva há muitos, demasiados, anos!) que, de repente, após 70 longos anos, num brutal e estarrecedor incêndio de primavera, vê a casa da sua vida desvanecer-se em faúlhas?
Não sou capaz de saber! Embora consiga imaginar o feroz reflexo das labaredas nos olhos infinitamente tristes desta minha "bezinha", não vejo nem sinto, embora pressinta, a dor perplexa dos despojados. Não o despojo material, pois a esse nível, tenho a absoluta certeza que nada lhe faltará, tendo o filho que tem; mas antes a dor de quem se vê irremediavelmente despojada da suas queridas e insubstituíveis memórias.
Falham-me as palavras. Não me apetece escrever mais!
23/01/09
A Birra do Defensor

Sejamos claros, objectivos e rigorosos: - Defensor Moura foi e é o melhor Presidente da Câmara que Viana do Castelo teve desde, pelo menos, o 25 de Abrl de 1974. Quem não seja comprometido politicamente e tenha o mínimo de ombridade e honestidade intelectual facilmente o reconhece. Por isso mesmo, por ser um Presidente de Câmara inteligente, proactivo, assertivo, não é fácil de entender a "birra" que criou à volta da integração do Município de Viana na Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima! Reduzida ao essencial, a questão traduz-se no seguinte: - Para melhor aplicar os financiamentos provenientes da União Europeia e que se encontram inscritos no chamado QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) o Governo ditou que os 308 municípios portugueses tinham de se integrar em Comunidades Intermunicipais, o que, diga-se em abono da verdade, faz todo o sentido, na medida em que grande parte dos projectos e investimentos que podem recorrer aos ditos financiamentos, serão, naturalmente, transmunicipais. Para tanto, em 27 de Agosto de 2008 a Lei n.º 45/2008, estabeleceu o regime jurídico do associativismo municipal, associativismo esse que passa por vária formas, designadamente, pelas chamadas Comunidades Intermunicipais. Sobre estas, e entre outras coisa, dispõe o referido diploma legal que o Conselho Executivo é formado pelos Presidentes das Câmaras do Municípios integrantes que elegem entre si um Presidente e dois Vice-Presidentes. Pois é neste ponto onde dói ao Dr. Moura. Segundo ele a representação neste órgão executivo deveria ser proporcional à população de cada Município, o que como facilmente se vê colocaria Viana numa posição dominante relativamente aos outros concelhos do distrito, uma vez que em termos demográficos nenhum deles se aproxima sequer aos calcanhares de Viana. Assim como está, a cada Município corresponde um voto e por isso mesmo será necessária que todos colaborem de forma franca e aberta e se atinjam consensos sobre os investimentos a fazer no distrito; sendo que quanto mais unidos e colaborantes se mostrarem, melhor será, não só para a boa gente que vive no concelho de Viana como para todos os outros residentes nos concelhos do Alto-Minho. Para quem pense que a tese do Dr. Moura, faz algum sentido ou possui alguma utilidade, basta atentar neste facto: - Dos 308 municípios do país nenhum deles encontrou qualquer entrave nesta questão da representatividade no Conselho Executivo das CIM! Nenhum à excepção de Viana! Nem os grandes municípios de Lisboa e Porto, nem os municípios de média/alta dimensão como Braga ou Aveiro se puseram a espingardar que os pobres coitados de Baião, Amares ou Ílhavo não merecem a mesma representatividade no dito órgão! "Nenhunzinho"! O único e orgulhosamente só, foi mesmo o Dr. Moura, que pensa que os Melgacenses ou os Courenses não são gente que mereça mandar tanto como os Vianenses. É uma tese egoísta e ensimesmada a do Dr. Moura, e mesmo anacrónica neste tempo em que cada vez mais os valores da união e da solidariedade são determinantes para enfrentar um futuro cada vez mais incerto. Bom! Em função disto o Dr. Moura, convicto da razoabilidade da sua tese operou de forma a que a Assembleia Municipal de Viana deliberasse no sentido de não aprovar a integração do Município na CIM (Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima), entretanto constituída pelos restantes Municípios do Distrito. Vai daí, a oposição na Assembleia Municipal, julgo que terá sido o PSD, propôs a realização de um referendo municipal por forma a que os Vianenses, directamente, escolhessem se pretendem ou não integrar a CIM. O Dr. Moura aceitou o referendo mas fez "birra" dizendo que se os Vianenses optassem pela integração ele se demitiria da Presidência da Câmara. Este referendo vai realizar-se no próximo domingo dia 25 de Janeiro e a posição favorável à integração tem sido defendida por um Movimento de Cidadãos Vianenses que criaram uma plataforma designada Naturalmente CIM, por via da qual têm dinamizado uma campanha cuja a palavra de ordem é "SIM É NATURAL". Eu não sou Vianense, sou Castrejo e como tal Melgacense, nasci e criei-me numa das terras mais ásperas do Distrito de Viana e embora já não resida há muitos anos na minha querida terra natal, nunca ninguém ouviu nem ouvirá da minha boca outra resposta à pergunta "donde és?", que não seja: -Sou de Castro Laboreiro, sou do Alto Minho. E é como todo esse orgulho de ser Alto-Minhoto, com a consciência plena de que quando estou em qualquer aldeia, vila ou cidade dessa nossa terra amada, me sinto na minha pátria priomordial, rodeado pela minha gente, que daqui, deste meu modesto Blog, faço dois despretensiosos apelos: - O primeiro, a todos os meus amigos Vianenses (que são uns privilegiados pois habitam na cidade mais bonita de Portugal!) para votarem SIM, porque é mesmo Natural! -Ao Dr. Defensor Moura, para que, caso ganhe o SIM no referendo, reconsidere a sua posição e não se demita, pois como comecei por dizer não tenho a menor dúvida que é um dos melhores, mais probos e diligentes autarcas portugueses e por isso a sua demissão não só lesaria profundamente os interesses de Viana como da própria Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima.
14/01/09
09/09/08
Investimento

Pelo que na notícia se lê, uns quantos euros serão aplicados em Castro, designadamente na reabilitação da "Casa de Dorna" e no apoio e protecção do cão de Castro Laboreiro.
Fico feliz e espero que tudo funcione como deve ser, porque em Castro, quer seja muito ou pouco, quando "vem por bem" é sempre bem vindo.
06/08/08
Agosto lá p'ra riba
A terrinha continua linda como sempre! O estio não vai muito quente nem muito frio, ou melhor, tanto lhe dá p’ró calor como p’ró frio! De resto vê-se pouca gente. Sobretudo poucos imigrantes! Será da crise?
Este último domingo foi a festa das Cainheiras: A Senhora da Boa-Vista. Há uns anos atrás era uma das principais festas da freguesia! Agora limita-se a ser mais um acontecimento tradicional que só importa às boas gentes das Cainheiras e pouco mais! Esta coisa das velhas festas da freguesia para as novas gerações é assunto cuja cogitação não merece sequer uma milésima do seu precioso tempo! Pena! Muita pena! São justamente estes acontecimentos tradicionais e a forma como os vivemos ou como os deveríamos viver que, afinal, nos singularizam e nos distinguem enquanto comunidade.
Disso. Dessa singularidade tão nossa e tão malbaratada, percebe o Núcleo de Estudos e Pesquisas dos Montes Laboreiro que nos próximos dias 15 e 16 de Agosto irá organizar o VII Congresso da História Local. A não perder…
Também no dia 15 deste mês a Associação Portuguesa do Cão de Castro Laboreiro irá organizar mais uma edição, a 58.ª, daquele que é o Concurso de Canicultura mais antigo de Portugal: - O Concurso Tradicional do Cão de Castro Laboreiro. A primeira edição foi em 1914.
Entretanto, já no próximo fim de semana (8 a 10 de Agosto) temos a Festa da Cultura em Melgaço evento no qual e como não podia deixar de ser, Castro Laboreiro e a sua cultura surgem em múltiplas e variadas manifestações (a começar pelo cartaz publicitário criado com base numa fotografia obtida no interior do velho e ilustre Castelo do Laboreiro).
Por isso em verdade vos digo: -Neste mês podem e devem, ir a gosto lá p’ra riba, pois “hai” muito que fazer “é” que ver!
“Ala”! Encontramo-nos lá riba “é” botamos-lhe um “cacharrinho”. A primeira rodada "pago-vo-la" eu!
04/07/08
Castro Megalítico

No passado dia 13/06/2007, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, e a Câmara Municipal de Melgaço, formalizaram junto da Direcção Regional da Cultura a proposta de classificação dos Monumentos Megalíticos e Arte Rupestre do Planalto de Castro Laboreiro. Leiam aqui.
Vamos ver se é desta que, finalmente, uma das maiores riquezas culturais e patrimoniais de Castro Laboreiro é revalorizada, preservada e potenciada, ou seja, vamos lá ver se, por fim, alguém olha como deve ser para o que resta da grande necrópole megalítica situada no planalto castrejo.
Um grande "bem hajam" para o ICN e para a Câmara Municipal de Melgaço, que mais uma vez demonstra o cuidado, o esmero e a preocupação com que nas últimas décadas tem tratado Castro Laboreiro.
Sobre este assunto leiam também (aqui) o magnífico comentário do Núcleo de Estudos e Pesquisas dos Montes Laboreiro.
24/03/08
Adeus Marlene
Adeus Marlene. Descansa em paz.
20/03/08
Ajudem a Marlene

-ou 93619998 Sérgio Cunha.
22/02/08
O Mundo Longe de Castro Laboreiro
Fotografias: Reuters
Música: Luar na Lubre
Composição: ArthurObrien
Há um triste e belo Mundo, lá fora, Longe de Castro Laboreiro!
Convém não esquecer!
