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17/02/10

Que escuro vai dentro de nós!


De repente, enquanto lutava ferozmente para me livrar de uma fila de trânsito "malino", nos arrabaldes de uma grande cidade deste estranho país, saiu das profundezas das ondas hertzianas, esta triste e peculiar cantiga, cantada pela "Senhora" de Manhouce!

Fala de um mundo cada vez mais velho e desprotegido! De gente sábia que apesar de conhecer os mais fecundos segredos da terra, por ser analfabeta, está cada vez mais só e vulnerável, não só perante a constante e irreprimível evolução do mundo e da vida, como também perante a cupidez, o cinismo e a hipocrisia de tantos e tantos abutres que por aí andam!

De súbito regurgitei um doloroso nó de saudades e, entre espasmos, pairou indefinidamente sobre o meu espírito, a urgente necessidade de regressar a Castro Laboreiro...

27/06/08

Primeiro Aniversário


Faz hoje exactamente um ano que iniciei este "longínquo" Blog sobre Castro Laboreiro.

Decorrido um ano a intenção mantém-se: - Falar de Castro, divulgar Castro, acarinhar Castro! Isto apesar de algumas derivas intimistas que não tive o bom gosto de conter!

Julgo que o esforço tem valido a pena. As mais de 6000 visitas ao Blog durante este último ano assim o parecem demonstrar! Mas mesmo que assim não fosse, mesmo que só fossem seis, sessenta ou seiscentas, teria valido a pena porque o prazer que tenho retirado desta realização tem sido imenso e ainda porque, como dizia o outro: - "A alma (de Castro Laboreiro, diria eu!) não é pequena!"

Agradeço a todos os visitantes que passaram e passam por aqui, mas sobretudo aos meus amigos Eira-Velha e Fotógrafa, que, tantas e tantas vezes, com os seus comentários tem impedido que me sinta um pregador no deserto!

De resto, garanto que, com ou sem deserto, vou continuar "até que a voz me doa"! E esta noite vou beber uma "champanhada" por conta do "Longe..." e à vossa saúde!

Abraços para todos.

19/03/08

Santas Páscoas

Santas Páscoas para todos e toca a ir beijar a cruz a Castro.
É comer o cabritinho "tamém"!

E não esquecer: MUITO CUIDADINHO NA ESTRADA!

13/02/08

Não foi em 1993

Uma pessoa anónima informou-me, através de um comentário, que as circunstâncias por mim descritas no "post" 1993, nunca poderiam ter sucedido nesse ano, porque a pessoa aí referida já estava casada e já não utilizava o veículo aí indicado.

Com efeito, bem vistas as coisas, cometi um lamentável engano no que concerne ao ano, motivo pelo qual não me resta senão retirar o "post" em causa e apresentar o meu público pedido de desculpas aos familiares da pessoa referida, que merecem, como sempre mereceram, todo o meu respeito e sincera estima.

Espero e desejo que me perdoem.

26/12/07

Wise Up

Aqui vai, para todos os Castrejos no Mundo, a música mais bonita do Mundo.

E muito cuidadinho na estrada! Quero-vos ter a todos em 2008! Mesmo aqueles que não gostam de mim!

31/07/07

“Força na Berga”

Criei este Blog no dia 27/06/2007, poucos dias antes de iniciar o meu (merecido!) período de férias. Desde então e até hoje tenho tentado enriquece-lo com informação, original ou pouco conhecida, quase diariamente (salvo aos fins de semana, pois também preciso de sossegar a cabeça!). O resultado não me desgosta de todo, mas tenho a consciência que poderei ainda fazer muito melhor!

Bom, sucede que amanhã regresso ao activo e, como sempre, vou ter toneladas de trabalho para pôr em dia, motivo pelo qual e com muita pena minha, durante alguns dias não terei tempo para trabalhar no Blog, sendo que, por isso mesmo, a publicação de “posts” irá ser agora muito mais espaçada. Espero que esta circunstância não faça perder o interesse das pessoas que me têm visitado, sobretudo daquelas que passam por aqui todos os dias, pois eu sei que as há!

Resta-me pois, agradecer-vos o vosso interesse e pedir-vos um pouco de paciência, pois logo que possa voltarei, com mais assiduidade, a investigar e a escrever sobre a nossa querida terra.

Aos que regressam ao trabalho como eu, desejo coragem e, como se diz na nossa terra, “Força na Berga”! Aos que vão ou estão de férias desejo que descansem o físico e o espírito e se divirtam. Para além disso, tenham muito cuidadinho nas estradas (sobretudo os nossos irmãos emigrantes Castrejos que regressam de carro!) e não se esqueçam de ir a Castro… pelo menos no 15 de Agosto (se calhar vemo-nos por lá é botamos-lhe un cacharrinho ou dous, ond’ó “Mugas” ou, entôn, ond’ó “Labaduras”!).

Um forte abraço Crastejo para todos (daqueles de escanar as costelas).

27/06/07

Longe de Castro Laboreiro

Quanto mais os anos passam, mais eu me sinto longe de Castro Laboreiro! Nasci lá sabem? Há já quase quatro décadas! Nasci num tempo puro e primordial, simultaneamente agreste e belo e por isso, tive uma infância muito feliz que me apetrechou para a vida, mas depois chegou aquela hora que todos os Castrejos da minha geração conheceram: -A hora de partir!

E assim, numa "manhã submersa", lá fui eu, não para "as Franças" como tantos outros, mas para outro estrangeiro: - Portugal. Não para trabalhar, mas antes para estudar e conseguir aquilo que os meus pais, como todos os pais castrejos, almejaram e continuam a almejar para os seus filhos: - Uma licenciatura que lhes permita viver uma vida menos rude e esforçada do que aquela que eles tiveram de enfrentar.

Foram tempos duros podem crer! Uma criança na pré-adolescência colocada num mundo totalmente diferente daquele onde nascera, um mundo tão diferente em que até as palavras e a sua entoação eram outras, onde não chegava o cheiro das manhãs de Primavera de Castro, onde não se ouvia o alegre chilreio dos pássaros nas carvalheiras da minha terra. Tive muitas saudades! Muitas saudades! De tudo, até das pedras e do frio do inverno. Mas bom! O tempo passou e lá me fui integrando e acabei por cumprir o desígnio dos meus pais (e que também foi o meu), justificando assim o investimento afectivo e financeiro que em mim fizeram.

Depois veio a profissão, o casamento, os filhos e as novas raízes foram brotando e fixando-me longe de Castro Laboreiro. Mas a minha verdadeira raíz guardo-a no canto mais luminoso do meu espírito e não há um único dia em que não me lembre da minha terra e da minha infância feliz em Castro Laboreiro.

Por isso, por me sentir longe mas simultaneamente perto, decidi criar este Blog. Para falar de Castro Laboreiro na perspectiva de um Castrejo migrante. Para falar da terra, da sua história e da sua evolução nas últimas décadas, mas também para falar dos problemas do dia a dia dos Castrejos, das polémicas que nos últimos anos tem criado divisões numa comunidade caracterizada por uma união cimentada ao longo de séculos a enfrentar um meio hostil.

Peço por isso a colaboração de todos os meus conterrâneos (os que lá estão e os que estão longe como eu!) e de todas as outras pessoas que queiram falar sobre Castro laboreiro.

Ajudem-me, por favor, a tornar este Blog um veículo de compreensão mútua e de aprofundamento dos laços que unem todos aqueles que amam verdadeiramente Castro Laboreiro.