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22/12/09

Feliz Natal

«Caminha placidamente por entre o ruído e a pressa, e lembra-te da paz que existe no silêncio. Tenta, na medida do possível, estar de bem com todos. Exprime a tua verdade com tranquilidade e clareza. Escuta quem te rodeia, inclusive as pessoas desinteressantes e incultas; também elas têm uma história para contar.
Evita gente conflituosa e agressiva que tanto mal faz ao espírito. Se te comparares com os outros poderás tornar-te amargo ou arrogante, pois haverá sempre alguém melhor e pior que tu. Regozija-te com as tuas conquistas e os teus projectos. Mantém vivo o interesse pela tua carreira por mais humilde que seja; é um verdadeiro bem, nesta época de constante mudança. Sê prudente nos teus negócios – o mundo está cheio de armadilhas. Mas não feches os olhos à virtude que existe em teu redor, nem às pessoas que defendem os seus ideais e lutam por valores mais altos – a vida está cheia de heroísmo.
Sê tu próprio. Acima de tudo, não sejas falso, nem cínico em relação ao amor que, face a tanta aridez e desencanto, se mantêm perene como uma haste de erva. Aceita com serenidade a passagem do tempo, sabendo deixar graciosamente para trás as coisas da juventude. Cultiva a força de espírito, para te protegeres de azares inesperados. Mas não te atormentes a imaginar o pior. Muitos medos nascem do cansaço e da solidão. Mantém uma autodisciplina saudável mas sê benevolente contigo mesmo.
És um filho do Universo, como as árvores e as estrelas. Tens todo o direito ao teu lugar no mundo. Poderá não ser claro para ti, mas a verdade é que o Universo está a evoluir como previsto. É importante, assim, que estejas em paz com Deus, seja qual for a tua concepção d’Ele, e em paz com a tua alma, sejam quais forem os teus anseios e aspirações no ruidoso tumulto da vida. Apesar de todos os enganos, dificuldades e desilusões, vivemos num mundo bonito. Alegra-te. Luta pela tua felicidade.»


Desiderata, Max Ehrmann, 1927

01/05/09

Quem te quebrou o encanto nunca te amou.

Zeca Afonso (original), Madredeus ao vivo em Bruxelas,1995

26/04/09

Não foi bem assim!?



Capitães de Abril, Maria de Medeiros

Não foi bem assim pois não? Mas poderia ou deveria ter sido!

Biba a liberdade carago!

20/02/09

Entroido



Cá estamos nós de nobo no Entroido! Así que: - Ala farrangalheiros! A debertir-se!

15/02/09

The killer in me is a killer in you


A minha mulher flanou displicentemente aqui pelo "Blog" e disse-me que: - Lulas! Ainda que sejam à Castro Laboreiro não têm nada ver com o dia dos namorados!

E vai daí, não se coibiu de me dizer que, para honrar o tal dia dos namorados, deveria colocar no Blog a música do nosso "engate"!

Eu disse-lhe que não! Que a musiqueta em questão embora seja extremamente untuosa para nós dois, não merece, dado o tema incidir sobre uma criança excêntrica, ser seleccionada para banda sonora do dia dos namorados.

Ela, que nunca foi forte no inglês, disse que sim! Que tinha tudo a ver! Que a letra é perfeita! Que "The killer in me is a killer in you!" é a definição perfeita do casamento!

Perante esta boca, recriminei-me, uma vez mais, por ter casado com uma mulher sedutora e inteligente (são chatíssimas e inevitáveis!); e, sem pachorra, nem convicção para contradizer, aqui vos deixo a musiqueta em apreço:


Disarm. Smashing Pumpkins.

14/02/09

Lulas recheadas à Laboreiro


Ora aqui vai uma receita "mui própria" para o dia dos namorados:
-6 lulas
-75 gr. de manteiga
-2 tomates
-1 ramo de salsa
-2 colheres de pão ralado
-2 colheres de farinha
-1 decilitro de molho espanhol
-1 decilitro de azeite
-1 decilitro de vinho branco
-1 cenoura
-1 limão
-3 cebolas
Pica-se metade das cebolas acima mencionadas e refogam-se no azeite. Em seguida, juntam-se ao refogado o tomate picado, sem peles nem sementes, os tentáculos das lulas (picados), a farinha e o pão. Mexe-se tudo bem e tempera-se com sal e pimenta, devendo ferver por espaço de 5 minutos.
Enchem-se as lulas com este preparo, cosem-se-lhes as aberturas com (...) o resto da cebola e a cenoura cortada às rodelas, folhas de louro, pés de salsa e colocam-se-lhe as lulas em cima (do preparo restante). Picam-se estas com uma agulha para que não rebentem, tapam-se e levam-se a cozer em lume moderado.
Quando as lulas estiverem enxutas, regam-se com vinho branco e molho espanhol e, depois de cozidas, passa-se o molho, no qual se conservam até ao momento de se servirem.
Adiciona-se o sumo de limão acima indicado e, servem-se, dentro de prato coberto, polvilhadas com salsa picada.»
E agora lá vem a sacrossanta pergunta: - O que é que as lulas têm a ver com Castro Laboreiro? Porque "carvalhos" existe uma receita de lulas designada "à laboreiro"?
Eu digo: - A receita embora seja designada "Lulas recheadas à Laboreiro", nada tem a ver com Castro Laboreiro! Nada mesmo! Nem sequer o recheio! Pois nem sequer neste se detecta o mais leve resquício do oloroso e salivante presuntinho ou dos célebres e capitosos fumados da nossa abençoada terra, que por certo lhe ficariam bem!
Então de onde provirá essa inquietante designação: -"(...) à Laboreiro"?
Pois aqui vai, para vossa ilustração, a razão de tal mistério:
Esta receita é da autoria de um famoso "chef" português chamado Manuel Ferreira, que lá para os princípios da década de 30 do século passado, publicou uma obra designada: - «A Cozinha Ideal - Cozinha Pastelaria e Bar».
Nada solene ou intimidatório, o título, como podem ver! É contudo e pelo que pude saber, uma obra, ainda nos dias de hoje, de referência para todos os profissionais portugueses da deliciosa arte (ou pelo menos para os mais cultos!).
Bom! Para esclarecimento do nosso mistério diz-nos o "Chef" Manuel Ferreira, em nota que passo a citar: - «esta receita denominou-a o autor à Laboreiro, em homenagem a uma pessoa que não teve a honra de conhecer pessoalmente, mas que lhe disseram chamar-se Simão Laboreiro. Velho frequentador da Cervejaria Jansen, quando o autor era ali chefe de cozinha, aí pelos anos de 1920 e 1921, desde o dia em que, pela primeira vez, esse cliente comeu as lulas preparadas por este molho, lhes deu a sua preferência, pelo que, sempre que lá voltava, as pedia. Eis a razão por que o autor lhe dedica esta fórmula.»
Ora aqui está: - As lulas nada têm a ver com Castro Laboreiro; contudo, não deixa de ser um belo prato para celebrar o dia dos namorados! "Non bos parece"?
P.S: - O que é engraçado e tem mistério é o sobrenome do senhor Simão! Laboreiro? Só pode ser originário da nossa terra dizem os mais orgulhosos! Calma! Vou investigar e já vos direi algo.

31/12/08

Recomeça...


Recomeça….

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga

Boas Entradas
FELIZ ANO NOVO

21/12/08

Hoje a noite é jovem...

Houve um deslumbrante poeta brasileiro chamado Vinicius de Moraes que um dia escreveu o mais belo poema de Natal. Aqui vai ele, acompanhado com os meus sinceros votos de Feliz Natal para todos; sobretudo para os meus conterrâneos castrejos, os que estão em Castro e os que se encontram na diáspora, espalhados por esse mundo de Deus.



«Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos –
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos –
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai –
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte –
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.»

Feliz Natal Meus Amigos

26/09/08

A visita do Arcebispo

Há precisamente 217 anos um Arcebispo de Braga visitou Castro Laboreiro e deixou escrita uma descrição da nossa terra, no mínimo curiosa. Vejam aqui se estiverem interessados.

27/06/08

Primeiro Aniversário


Faz hoje exactamente um ano que iniciei este "longínquo" Blog sobre Castro Laboreiro.

Decorrido um ano a intenção mantém-se: - Falar de Castro, divulgar Castro, acarinhar Castro! Isto apesar de algumas derivas intimistas que não tive o bom gosto de conter!

Julgo que o esforço tem valido a pena. As mais de 6000 visitas ao Blog durante este último ano assim o parecem demonstrar! Mas mesmo que assim não fosse, mesmo que só fossem seis, sessenta ou seiscentas, teria valido a pena porque o prazer que tenho retirado desta realização tem sido imenso e ainda porque, como dizia o outro: - "A alma (de Castro Laboreiro, diria eu!) não é pequena!"

Agradeço a todos os visitantes que passaram e passam por aqui, mas sobretudo aos meus amigos Eira-Velha e Fotógrafa, que, tantas e tantas vezes, com os seus comentários tem impedido que me sinta um pregador no deserto!

De resto, garanto que, com ou sem deserto, vou continuar "até que a voz me doa"! E esta noite vou beber uma "champanhada" por conta do "Longe..." e à vossa saúde!

Abraços para todos.

13/06/08

Pessoa a 120 anos por hora


«Como podia eu tornar-me superior à força do dinheiro?
O processo mais simples era afastar-me da esfera da sua influência, isto é, da civilização; ir para um campo comer raízes e beber água das nascentes; andar nu e viver como um animal. Mas isto, mesmo que não houvesse dificuldade em fazê-lo, não era combater uma ficção social; não era mesmo combater: era fugir. Realmente, quem se esquiva a travar um combate não é derrotado nele. Mas moralmente é derrotado, porque não se bateu.
O processo tinha que ser outro - um processo de combate e não de fuga. Como subjugar o dinheiro combatendo-o? Como furtar-me à sua influência e tirania, não evitando o seu encontro?
O processo era só um - adquiri-lo, adquiri-lo em quantidade bastante para lhe não sentir a influência; e em quanto mais quantidade o adquirisse, tanto mais livre eu estaria dessa influência.
Foi quando vi isto claramente, com toda a força da minha convicção de anarquista, e toda a minha lógica de homem lúcido, que entrei na fase actual - a comercial e bancária, meu amigo - do meu anarquismo».
O meu "Pessoa" de estimação foi desde sempre, e há-de continuar a ser, o "desassossegado" Bernardo Soares, mas, verdade seja dita: - O "Banqueiro Anarquista" nunca abandonou a minha mesinha de cabeceira desde que nos conhecemos! E isto já lá vai há um valente par de anos!
A velha nota de cem escudos é a suprema ironia!?

25/04/08

O nosso menino


Este menino que aqui está é o menino mais velho da Europa!
É tão velhinho, tão velhinho! E no entanto tão parvo e inocente que quando vê metralhadoras tem a inevitável tendência de lhe enfiar coisas lá para dentro: - Flores, poemas, músicas e coisas assim...
O menino, velhinho como é, tem andado adormecido! Mas, de qualquer forma, não se armem em espertos! Se tiverem uma metralhadora, um tanque, uma bazuca ou até uma palavra ou um gesto assassino, apresentem-os ao nosso velho menino porque só ele sabe como é que se enfiam coisas estranhas em sítios esquisitos!

16/04/08

Oitocentos e sessenta e sete anos


No dia 16 de Abril de 1141, ou seja há 867 anos, foi produzido o documento que contém a mais antiga referência conhecida ao Castelo do Laboreiro. Se quiserem saber mais pormenores cliquem aqui.