04/09/07

O Tomás das Quingostas

O Boaventura Eira-Velha, ilustre Cavenquense e autor do magnífico Blog Memórias…, num comentário ao “post” Conversa Castreja V diz-nos que embora não haja documentação que claramente o comprove é mais do que provável que tenha existido o Tomás das Quingostas, que terá sido uma figura equiparável ao famoso Zé do Telhado, ou seja uma espécie de Robin dos Bosques à portuguesa. Bom, a coisa deixou-me curioso e decidi fazer uma pequena investigação para tentar descobrir mais alguma coisa sobre este mítico bandoleiro raiano.

Ora, o que de mais significativo fiquei a saber foi da publicação recente (Edição de Autor) de um romance histórico com base nesta personagem, intitulado “ O Tomás das Quingostas” da autoria de José Alfredo Cerdeira.

Fiquei ainda a saber que no passado dia 11 de Agosto, no âmbito do 6.º Congresso de História Local, organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas dos Montes Laboreiro, foi efectuada uma apresentação deste romance por parte do seu autor e que, para além disso, também no âmbito deste Congresso, Joaquim Rocha dissertou sobre a “Vida de Tomás das Quingostas”. Lamentavelmente não estive presente nesta manifestação cultural, porque não tenho qualquer dúvida tanto do interesse do romance como da mencionada dissertação.

Resta contudo a possibilidade de adquirir o Livro e de assistir à uma outra apresentação do romance que será levada a cabo pelo seu autor no próximo dia 28 de Setembro na Livraria Centésima Página sita no n.º 118/120 da Avenida Central em Braga. Infelizmente não terei a oportunidade de ir a esta apresentação, mas logo que possa adquirirei o romance em causa, embora não preveja grandes facilidades, uma vez que sendo, como é, uma Edição de Autor, deve ter sido objecto de uma tiragem reduzida.

Descobri também que no 10.º volume (X da 1.ª Série) – 1960, do Arquivo do Alto Minho existente na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, consta um artigo da autoria de Francisco Cyrne de Castro, intitulado “Notícias de Tomás das Quingostas”. Logo que tenha oportunidade irei à bela cidade de Viana procurar este artigo na Biblioteca Municipal, para vos reportar mais algumas coisas sobre o misterioso Tomás.

Outra coisa interessante, embora miúdinha, que descobri, foi que o extinto grupo galego de música Rock, chamado “Os Diplomáticos de Monte-Alto” originário da Coruña e um dos pioneiros e maiores representantes do movimento Bravú, editaram um disco em 1999 designado “Capetón” onde consta uma música intitulada “Tomás das Quingostas”. Lamentavelmente também não consegui detectar nem a música nem sequer a letra, mas dá para perceber que a fama do Tomás chegou mesmo à Coruña!

Os Diplomáticos do Monte-Alto

6 comentários:

Eira-Velha disse...

Boa noite.
Também estou curioso e vou tentar obter o livro. Obrigado por informação tão preciosa.
É natural que o célebre Tomás percorresse as terras tanto de um como do outro lado da raia. Nós sabemos que a fronteira "fechada", com carabineiros e guardas de ambos os lados prontos a disparar contra tudo que se mexesse,é uma criação relativamente recente.
Um abraço daqueles... :)

Anónimo disse...

Caros Amigos

Tomas das Quingostas, viveu com sua banda no lugar de Fonte de Pão, na freguesia de Badim Concelho de Monção, desde pequeno minha avo me falava muito de Tomas das Quingostas, e que mais tarde foi preso em Melgaço

badim disse...

Autor Badim

Este Livro de Tomas das Quingostas, o autor fez algumas pesquisas e testemunhos ou é apenas romance,por tudo que me contaram em criança, gostaria de saber mais alguma coisa sobre este famoso Tomas,e se de verdade foi preso em Melgaço,porque se foi preso de de haver proceso, ele viveu nos anos 1875 +-.

Um abraço deste raiano

Joãm disse...

Aqui podes ver e escuitar um vídeo dos Diplomáticos com a cançom de Tomás das Quingostas

http://www.youtube.com/watch?v=Rtatxnfntpg

Anónimo disse...

Tomaz Das Quingostas era originário do Lugar das Quingostas, S. Paio, Melgaço.
Lá encontram-se vários túneis que atravessam a freguesia de lés a lés, construídos por ele, segundo reza a história, para fugir do exército.
Constam-se que foi preso e assassinado, pelo próprio exercito, mesmo antes de sair da própria freguesia e que foi enterrado perto de onde hoje se encontra a Capela de Barata.

Marina disse...

Já ouvi falar desta personagem quando era pequena e embora não soubesse muito acerca dela, sempre me despertou bastante curiosidade até porque a versão que me contaram, tal como diz o comentário anterior a este, ele morou no lugar das Quingostas, em S. Paio-Melgaço numa espécie de grutas ou túneis. Talvez ele fosse um fugitivo, um nómada, mas só tinha conhecimento deste lugar por onde dizem ter passado, mas é normal porque tenho uma costela na freguesia de S.Paio, pois a minha família é quase toda de lá. Associada a esta personagem, também me falaram do Catam que diziam ser um assassino, mais do que isto não sei.